Lembranças são interessantes de serem analisadas. Por maior que seja o tempo, há coisas que não se apagam. As vezes saem um pouco do centro, dando a sensação de que nem existem mais. Mas não, estão alí. Estão alí na mesma intensidade de sempre, com a mesma importância e a mesma saudade. Para não dizer uma saudade maior. Pois tenho uma leve impressão de que quanto mais o tempo passa, mais saudade eu sinto.
As lembranças nunca morrem. Não em mim. Mas as vezes é preciso um fator extra para trazer a tona certas coisas. Dessa vez, a responsável por minha nostalgia é uma moça. Boa parte da minha infância e adolescência ela esteve presente. Distante e perto ao mesmo tempo. Mas, minhas lembranças não remetem só a ela e sim a um tempo que não volta mais. Um tempo que eu brinquei [muito!]. Um tempo em que eu amava viver [e eu sabia disso]. Um tempo em que eu sabia que um dia acabaria [mas eu não queria que isso acontecesse]. Um tempo que me traz uma saudade enorme. Mas uma saudade boa. Provavelmente a melhor saudade que eu guardo de uma das melhores épocas da minha vida.
Sou movida à música desde que me entendo por gente. Natural que meu fator extra esteja ligado a isso. Pois está! A moça responsável por minha sessão nostalgia de hoje é dona de uma das vozes mais lindas que já ouvi e intérprete das músicas mais perfeitas [que embalaram boa parte da minha vida]. E esse embalo continua.
Valeu, Celine!
2 comentários:
Aeww! Voltou a att!! =)
\o/
Adorei o textoo!
Saudade é palavra complexa... Está diretamente ligada com aquele botãozinho do "replay" que infelizmente não existe!
Poré, passado é passado... Vamos sorrir para as surpresas, ainda que incertas, do amanhã!
Eu vi o nomezindo "Confusão de idéias" e me deu vontade de cantaarrr Manituuuu...
kkkkkkkkkkkkkkk
"Nessa confusão de idéias, vejo a sereia que yemanjá mandou pramim
Que yemanjá mandou pra mim"
hauahauhauhauahua
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